NASA abre inscrições para o Space Apps 2026, hackathon global de dois dias
A NASA anunciou em 15 de outubro de 2026 que estão abertas as inscrições para o NASA Space Apps Challenge 2026. O hackathon global será realizado...
Planeta
Saturno é o sexto planeta a partir do Sol e o segundo maior do sistema solar. É um gigante gasoso composto principalmente por hidrogênio e hélio, conhecido pelo seu complexo sistema de anéis e pelas suas numerosas luas. A missão Cassini chegou a Saturno em 2004 e terminou em 2017.
Saturno é o sexto planeta a partir do Sol e o segundo maior do sistema solar. É uma enorme esfera composta principalmente por hidrogênio e hélio, os mesmos dois elementos que constituem a maior parte do Sol. Seu diâmetro equatorial é de cerca de 120.500 quilômetros, aproximadamente nove vezes o da Terra. É conhecido pelos seus anéis extensos e complexos, embora não seja o único planeta que possui anéis. Na nomenclatura NAIF/JPL, o código numérico do planeta é 699.
Conhecido desde a Antiguidade por ser visível a olho nu, Saturno recebeu o nome do deus romano da agricultura e da riqueza, pai de Júpiter. Seu ambiente é extremo e instável demais para a vida como a conhecemos. Em contrapartida, algumas das suas luas, entre elas Encélado e Titã, possuem oceanos internos e poderiam oferecer condições de interesse para estudar a possibilidade de vida.
Saturno está a uma distância média de cerca de 1,4 bilhão de quilômetros do Sol, equivalente a 9,5 unidades astronômicas. A luz solar leva aproximadamente 80 minutos para chegar até lá. O planeta completa uma órbita ao redor do Sol em cerca de 29,4 anos terrestres, ou 10.756 dias terrestres. Seu dia dura aproximadamente 10,7 horas, um dos mais curtos entre os planetas do sistema solar.
O eixo de Saturno está inclinado 26,73 graus em relação ao plano da sua órbita. Como consequência, o planeta tem estações, assim como a Terra, cujo eixo também é inclinado, embora em menor medida.
Saturno não tem uma superfície sólida definida: é um gigante gasoso composto em grande parte por gases e fluidos que se tornam mais densos em profundidade. De acordo com o modelo do seu interior descrito pela NASA, no centro poderia haver um núcleo denso de metais como ferro e níquel, cercado por material rochoso e outros compostos submetidos a pressão e calor intensos. Mais ao exterior, haveria camadas de hidrogênio metálico líquido e de hidrogênio líquido. A pressão e a temperatura aumentam em direção ao interior até alcançar condições que destruiriam uma espaçonave que tentasse atravessar o planeta. Sua densidade média é menor que a da água.
A atmosfera apresenta nuvens em tons amarelos, marrons e cinzentos, além de faixas tênues, correntes de jato e tempestades. Na região equatorial, os ventos das camadas superiores podem alcançar cerca de 500 metros por segundo. Uma estrutura atmosférica distinta encontra-se perto do polo norte: um padrão hexagonal associado a uma corrente de jato, observado em imagens das sondas Voyager no início da década de 1980 e estudado mais detalhadamente pela Cassini. Ele se estende por cerca de 30.000 quilômetros e contém uma grande tempestade giratória no centro.
Saturno tem um campo magnético menos extenso que o de Júpiter, mas descrito como 578 vezes mais potente que o da Terra. A magnetosfera é a região onde o campo do planeta domina o comportamento de partículas eletricamente carregadas; ela engloba Saturno, seus anéis e muitas das suas luas. As observações da Cassini mostraram que pelo menos algumas auroras saturnianas dependem de partículas expelidas pelas luas e da rápida rotação do campo magnético, em vez de serem determinadas principalmente pelo vento solar. Esse mecanismo não está completamente explicado.
Os anéis são formados por bilhões de fragmentos de gelo e rocha, recobertos por outros materiais, como poeira. As partículas variam de grãos minúsculos a blocos do tamanho de uma casa; algumas poucas podem alcançar dimensões comparáveis às de montanhas. Uma hipótese sobre sua origem sustenta que eles vieram de cometas, asteroides ou luas que se fragmentaram ao se aproximarem demais do planeta e serem despedaçados pela sua gravidade.
O sistema se estende por até cerca de 282.000 quilômetros a partir de Saturno, embora os anéis principais tenham normalmente apenas cerca de 10 metros de altura vertical. Os anéis são designados por letras de acordo com a ordem em que foram descobertos. No sentido para fora, a sequência indicada pela NASA é D, C, B, a divisão de Cassini, A, F, G e E; muito mais longe encontra-se o tênue anel de Febe, na órbita dessa lua. A divisão de Cassini, com cerca de 4.700 quilômetros de largura, separa os anéis A e B. Cada anel orbita a uma velocidade diferente.
O sistema também abriga luas com características diversas: Titã tem uma atmosfera enevoada e lagos de metano, enquanto Encélado expele jatos de água. Em março de 2025, havia 274 luas confirmadas em órbita ao redor de Saturno; outras luas saturnianas ainda aguardavam confirmação e denominação oficial pela União Astronômica Internacional.
A missão Cassini chegou a Saturno em 2004. A espaçonave registrou uma das suas últimas vistas do planeta e dos anéis principais em 28 de outubro de 2016; a missão terminou em 15 de setembro de 2017. Antes disso, as sondas Voyager haviam registrado imagens do hexágono polar norte no início dos anos 1980, e a Cassini o observou mais de perto.
Contexto
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