Polimela e sua pequena lua: como uma ocultação revelou um satélite de cerca de 5 km
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Planeta
A Terra é o terceiro planeta a partir do Sol e o maior dos planetas terrestres. É o único lugar conhecido habitado por seres vivos e o único planeta do sistema solar com água líquida à superfície.
A Terra é o terceiro planeta a partir do Sol e o quinto maior do sistema solar. É o maior dos quatro planetas interiores, formados por rocha e metal, e o único planeta do sistema solar com água líquida à superfície. É também o único lugar que conhecemos habitado por seres vivos. O nome inglês Earth vem do inglês antigo e de línguas germânicas e significa «solo» ou «terra»; ao contrário dos nomes dos outros planetas, não tem origem na mitologia grega ou romana. A fonte da NASA indica que o nome tem cerca de 1.000 anos.
No sistema de códigos numéricos NAIF da NASA/JPL, a entrada EARTH tem o código 399. O documento distingue esse código do 3, atribuído ao baricentro Terra-Lua: um baricentro não é intercambiável com o planeta e não tem propriedades físicas planetárias, como raios. A Terra tem um diâmetro equatorial de aproximadamente 12.756 quilómetros e a sua distância média ao Sol é de cerca de 150 milhões de quilómetros, equivalente a uma unidade astronómica. A luz solar demora cerca de oito minutos a chegar à Terra.
A Terra formou-se há cerca de 4,5 mil milhões de anos, quando a gravidade juntou gás e poeira em movimento durante a formação do sistema solar. Tal como os outros planetas terrestres, tem um núcleo central, um manto rochoso e uma crosta sólida. A NASA descreve quatro camadas principais: núcleo interno, núcleo externo, manto e crosta.
O núcleo interno é uma esfera sólida de ferro e níquel, com cerca de 1.221 quilómetros de raio; a sua temperatura pode atingir cerca de 5.400 °C. É rodeado pelo núcleo externo, composto por ferro e níquel fluidos e com cerca de 2.300 quilómetros de espessura. Acima fica o manto, a camada mais espessa: uma mistura quente e viscosa de rocha fundida, com cerca de 2.900 quilómetros de espessura. A crosta é a camada exterior. Em terra, tem uma espessura média de cerca de 30 quilómetros; sob o oceano é mais fina e estende-se por cerca de 5 quilómetros, do fundo do mar ao manto.
A litosfera compreende as crostas continental e oceânica e a parte superior do manto. Está dividida em grandes placas que se deslocam continuamente. Por exemplo, a placa norte-americana avança para oeste sobre a bacia do oceano Pacífico a um ritmo comparável ao crescimento das unhas. Quando as placas roçam umas nas outras, se sobrepõem, colidem ou se afastam, podem provocar sismos e formar montanhas. A superfície terrestre também tem vulcões, montanhas, vales, desfiladeiros e planícies.
O oceano global cobre cerca de 71% da superfície do planeta, tem uma profundidade média de cerca de 3,6 quilómetros e contém 97% da água terrestre. Quase todos os vulcões da Terra estão debaixo de água. A NASA observa que o Mauna Kea, no Havai, é mais alto do que o Evereste da base ao cume, embora grande parte do vulcão esteja submersa; descreve também uma extensa cadeia montanhosa submarina nos oceanos Ártico e Atlântico. Perto da superfície, a atmosfera é composta por 78% de azoto, 21% de oxigénio e 1% de outros gases, incluindo árgon, dióxido de carbono e néon. Influencia o clima a longo prazo e o tempo local, e protege contra grande parte da radiação solar nociva e contra muitos meteoroides, que se desintegram antes de chegarem ao solo.
A Terra completa uma órbita em torno do Sol em 365,25 dias e uma rotação em 23,9 horas. O quarto de dia adicional explica a inclusão de um dia no calendário de quatro em quatro anos, para o manter sincronizado com a órbita. O eixo de rotação está inclinado 23,4 graus em relação ao plano orbital. Esta inclinação origina o ciclo anual das estações: durante uma parte do ano, um hemisfério fica inclinado na direção do Sol e recebe mais calor, enquanto o outro recebe luz menos direta; seis meses depois, a situação inverte-se. No início da primavera e do outono, ambos os hemisférios recebem quantidades de calor aproximadamente iguais.
A Terra tem um único satélite, a Lua, e não tem anéis. A Lua tem um raio de cerca de 1.738 quilómetros e encontra-se a uma distância média de 384.400 quilómetros. É provável que se tenha formado após uma colisão ocorrida quando a Terra era jovem: o impacto teria deslocado material do interior terrestre, cujos fragmentos se agruparam. A Lua estabiliza a oscilação do planeta, o que tornou o clima menos variável ao longo de milhares de anos. Por vezes, asteroides ou grandes rochas ficam temporariamente em órbita da Terra durante meses ou anos antes de regressarem a uma órbita em torno do Sol.
A rotação rápida da Terra e o seu núcleo de níquel e ferro fundidos contribuem para gerar um campo magnético, deformado pelo vento solar. As partículas carregadas nele retidas podem colidir com moléculas da atmosfera acima dos polos e produzir auroras. A polaridade do campo pode inverter-se; o registo geológico indica que, em média, estas inversões ocorrem aproximadamente a cada 300.000 anos, embora a sua periodicidade seja muito irregular.
Segundo a NASA, a vida começou nos oceanos há cerca de 3,8 mil milhões de anos. A temperatura e a combinação de substâncias químicas da Terra favoreceram a vida, embora algumas características que contribuem para a sustentar estejam a mudar devido aos efeitos contínuos das alterações climáticas. A NASA indica também que numerosas naves espaciais em órbita estudam a Terra como um sistema completo, observando a atmosfera, o oceano, os glaciares e a parte sólida do planeta.
Contexto
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