Lua
Calisto
Calisto é a segunda maior lua de Júpiter. Sua superfície antiga preserva numerosas crateras, enquanto os dados da Galileo permitem estudar a hipótese ainda incerta de um oceano interno.
Descrição
Identidade e descoberta
Calisto é um satélite natural de Júpiter, a segunda maior lua do planeta e a terceira do Sistema Solar. Seu tamanho é próximo ao de Mercúrio. A NASA atribui sua descoberta a Galileu Galilei em 7 de janeiro de 1610. Seu identificador é NAIF 504; 599 identifica Júpiter, enquanto MOON-ATLAS é uma chave interna do catálogo, não um identificador astronômico oficial.
Tamanho e parâmetros físicos
O JPL fornece um raio médio de 2410,30 ± 1,50 km, que corresponde a um diâmetro equivalente calculado de 4820,60 ± 3,00 km. A densidade média tabelada é 1,8340 ± 0,0034 g/cm³ e GM é 7179,28340 ± 0,00324 km³/s². GM é o parâmetro gravitacional, não uma massa em quilogramas; a densidade deriva de GM e do raio médio. Este perfil usa o conjunto JPL sem misturá-lo com valores antigos de diâmetro ou densidade de outros resumos.
Órbita e rotação
Os elementos médios da solução JPL JUP365 dão um semieixo maior de 1882700 km e um período de 16,690440 dias, no plano de Laplace e na época 2000-01-01.5 TDB. O semieixo é medido a partir do centro de Júpiter, não das nuvens. Esses elementos não são efemérides precisas. A NASA resume a órbita como cerca de 17 dias, indicando 16,689 dias em sua página de divulgação; aqui se preservam explicitamente a convenção e o valor JPL. A rotação é síncrona, mantendo a mesma face voltada para Júpiter. Calisto não participa da ressonância de Io, Europa e Ganimedes.
Superfície e formação
A superfície rochosa e gelada é muito craterizada. A NASA estima sua idade em cerca de 4 bilhões de anos e relaciona a preservação das crateras à baixa atividade geológica. As crateras têm diversos tamanhos, algumas com estruturas de vários anéis; os pontos claros são interpretados como picos cobertos de gelo de água. A formação no disco de material remanescente ao redor de Júpiter é um cenário científico, não um evento observado diretamente.
Interior e possível oceano
Os dados da Galileo e os modelos motivam a hipótese de um oceano subterrâneo de água salgada. A NASA apresenta uma profundidade estimada de cerca de 250 km, mas alerta que o oceano pode estar mais profundo ou nem existir. Essa profundidade não é uma medida exata e a presença do oceano não é apresentada como comprovada. Um possível contato entre água e rochas seria relevante para a habitabilidade, sem equivaler à descoberta de vida. Também se considera um interior de gelo misturado com rocha e metal.
Exosfera e exploração
Galileo detectou uma exosfera muito tênue de dióxido de carbono em observações de 1997, resultado anunciado em 1999. A NASA também relata indícios posteriores de oxigênio e hidrogênio. Não é correto descrever Calisto como um corpo sem informações atmosféricas disponíveis. Os dados da Galileo dos anos 1990 continuam importantes para interpretar o interior. Crateras visíveis e exosfera são evidências diferentes: nenhuma prova sozinha um oceano ou uma biosfera. O perfil separa dados físicos tabelados de interpretações internas, sem apresentá-los como descobertas novas de outubro de 2026.
Dados essenciais
- Dado essencial
- NAIF 504
- Dado essencial
- 2410,30 ± 1,50 km
- Dado essencial
- 1,8340 ± 0,0034 g/cm³
- Dado essencial
- 16,690440 dias
- Dado essencial
- 1882700 km; desde o centro de Júpiter
Grandezas físicas
- Diâmetro
- 4820.6
- Grandeza
- 1.834
- Grandeza
- 7179.2834
Dados orbitais
Os valores indicam o período e a incerteza quando disponíveis. Esta vista não simula posições em tempo real.
- Semieixo maior
- 1882700
- Parâmetro
- 16.69044
Datas e cronologia
- Ano histórico
- 1610
Fontes e referências
- Catálogo astronómico del visualizador Catálogo astronómico del visualizador
- Facts - NASA Science NASA
- Planetary Satellite Mean Elements — JPL Catálogo astronómico del visualizador
- NAIF Integer ID codes — JPL Catálogo astronómico del visualizador