Lua
Larissa
Larissa é uma pequena lua de Netuno, irregular e muito craterada, encontrada em 1989 durante o encontro da Voyager 2 e situada perto do tênue sistema de anéis do planeta.
Descrição
Identidade e classificação
Larissa é uma lua de Netuno. As evidências fornecidas pela NASA descrevem-na como uma das pequenas luas encontradas perto do tênue sistema de anéis do planeta em 1989. A sua natureza de satélite natural também se enquadra na indicação da NASA de que Netuno possui 16 luas conhecidas. Esse total caracteriza o sistema tal como apresentado pela fonte, mas não fornece uma classificação dinâmica detalhada nem medições físicas individuais para Larissa.
O material de missão disponível inclui explicitamente Larissa entre as seis novas luas descobertas pela Voyager 2 durante o encontro com Netuno: Proteu, Larissa, Despina, Galateia, Talassa e Náiade. Uma ficha da Voyager afirma ainda que as novas luas netunianas eram pequenas e permaneciam perto do plano equatorial de Netuno. Os seus nomes foram escolhidos pela União Astronômica Internacional entre divindades aquáticas da mitologia. As evidências aqui fornecidas não incluem a resolução formal de nomeação nem uma etimologia individual mais específica para Larissa.
Descoberta e observações
O ano de 1989 é a data observacional central do material apresentado. A NASA situa nesse ano a descoberta de Larissa perto dos anéis fracos de Netuno, enquanto a página da Voyager 2 atribui à nave a descoberta de Larissa, de outras cinco luas e de quatro novos anéis. A ligação entre o reconhecimento de Larissa e o sobrevoo da Voyager 2 é, portanto, sustentada diretamente. As fontes não fornecem, contudo, uma data exata, uma sequência de imagens, o instrumento de observação ou a geometria que permitiu distingui-la dos anéis e do planeta.
As observações do Hubble oferecem um contexto visual posterior para o movimento aparente das luas internas. No conjunto citado, linhas verdes contínuas traçam a órbita completa de cada lua, e o espaçamento entre as imagens das luas segue o intervalo de tempo entre as exposições do Hubble. Nessa vista particular, Larissa aparece depois de Proteu e antes de Galateia na sequência de distância a Netuno. Larissa, Galateia e Despina movem-se no sentido horário nessa imagem, ao contrário do movimento retrógrado anti-horário de Tritão. Trata-se de uma descrição dependente da orientação da imagem, não de valores numéricos de inclinação, período ou velocidade.
Forma, superfície e composição
A NASA descreve Larissa como de forma irregular e fortemente craterada. A formulação estabelece que ela não é apresentada como uma esfera ideal e que crateras de impacto constituem uma característica superficial observada importante. O material disponível, porém, não quantifica relevo, número ou dimensões das crateras, idades de unidades geológicas, distribuição de impactos, fraturas, depósitos ou variações de cor. Também não apresenta espectros ou medições de composição a partir dos quais se possa estabelecer mineralogia ou teor de gelo.
Consequentemente, estas fontes não sustentam afirmações sobre crosta diferenciada, interior estruturado, porosidade, gelo de água, rocha ou outros constituintes. Chamá-la de pequena e craterada não determina massa, densidade, gravidade superficial ou capacidade de reter atmosfera. Da mesma forma, a ausência de dados atmosféricos nas evidências não prova por si só a inexistência de uma exosfera extremamente tênue; significa que este conjunto não apresenta detecção nem caracterização atmosférica.
Órbita, evolução e ambiente
A órbita de Larissa é descrita como predominantemente circular. A NASA acrescenta que ela está lentamente espiralando para dentro, isto é, aproximando-se gradualmente de Netuno. Essa é a principal informação disponível sobre a evolução orbital, e seus limites são importantes: não são informados taxa de decaimento, mecanismo quantificado, distância orbital, excentricidade numérica ou escala de tempo. Portanto, não se pode deduzir uma data para impacto, ruptura ou transformação em material de anel apenas com as evidências entregues.
A proximidade do tênue sistema de anéis é importante do ponto de vista observacional. A Voyager 2 encontrou quatro novos anéis no encontro que também identificou Larissa, mas as fontes não dizem que Larissa produza, confine ou perturbe qualquer anel específico. Elas tampouco fornecem evidência de ressonâncias, anel próprio, poeira associada, arcos ou satélites subordinados. A referência a outras luas internas situa Larissa numa população próxima ao plano equatorial de Netuno, mas não estabelece uma interação particular com qualquer uma delas.
Rotação, origem e questões abertas
Não são fornecidos para Larissa período de rotação, orientação do eixo, libração ou estado de travamento de maré. Uma página do JPL sobre parâmetros físicos planetários menciona atualizações de períodos siderais e taxas de rotação de Saturno, Urano e Netuno; ela trata de planetas e não fornece uma medição rotacional de Larissa. Do mesmo modo, o material não permite reconstruir como Larissa se formou, se evoluiu a partir de um precursor diferente ou os detalhes de sua história colisional além de sua aparência muito craterada.
Nestas evidências, a relevância científica de Larissa decorre de sua pertença à população de pequenas luas internas de Netuno, de sua associação espacial observada com anéis fracos e da indicação de evolução orbital lenta. É necessário separar as declarações diretas — forma irregular, forte crateramento, órbita majoritariamente circular, aproximação lenta e presença em materiais da Voyager e do Hubble — do que permanece desconhecido. Dimensões, propriedades físicas, composição, estrutura interna, atmosfera, parâmetros orbitais completos, rotação, idade, origem e o resultado final da migração continuam sem solução nas fontes fornecidas.
Dados essenciais
- Dado essencial
- interactive_moon
- Dado essencial
- neptune-larissa
- Dado essencial
- 553
Grandezas físicas
- Diâmetro
- 192
- Grandeza
- 1.0303
- Grandeza
- 0.25484
Dados orbitais
Os valores indicam o período e a incerteza quando disponíveis. Esta vista não simula posições em tempo real.
- Semieixo maior
- 73500
- Parâmetro
- 0.554989
Datas e cronologia
- Ano histórico
- 1989
Fontes e referências
- Catálogo astronómico del visualizador Catálogo astronómico del visualizador
- Planetary Physical Parameters - JPL Solar System Dynamics NASA
- Moons of Our Solar System NASA
- Atlas - NASA Science NASA
- PGDA - Home NASA
- Fact Sheet - NASA Science NASA
- Voyager 2: First To Visit All Four Giants NASA
- Larissa - NASA Science NASA
- Thalassa - NASA Science NASA
- Inner Moons of Neptune - NASA Science NASA
- Neptune Moons - NASA Science NASA