Lua
Tebe
Pequena lua interna irregular de Júpiter, no bordo externo do seu tênue sistema de anéis e provavelmente associada ao fornecimento de poeira para o anel difuso.
Descrição
Identidade e classificação
Tebe é uma lua de Júpiter. As evidências da NASA fornecidas identificam-na como uma das quatro pequenas luas conhecidas que orbitam mais perto de Júpiter do que as quatro luas galileanas, muito maiores. A NASA também nomeia o conjunto de luas internas relevante: Métis, Adrasteia, Amalteia e Tebe. Essa posição distingue Tebe de Io, Europa, Ganimedes e Calisto. As luas internas são descritas como satélites pequenos e de forma irregular. Esta ficha não atribui a Tebe uma família dinâmica adicional, uma designação alternativa ou uma classe geológica mais específica, pois essas informações não aparecem nas evidências apresentadas.
Órbita, rotação e ambiente joviano
A NASA afirma que Tebe orbita entre Io e os anéis de Júpiter. Uma descrição da NASA/JPL também a situa na borda externa do tênue sistema de anéis joviano. Essas declarações definem uma localização relativa, mas não fornecem semieixo maior, excentricidade, inclinação, período orbital ou outros elementos orbitais numéricos. Esta ficha, portanto, não infere valores ausentes. As evidências referentes a Amalteia e Tebe dizem que ambas giram uma vez sobre o próprio eixo a cada órbita em torno de Júpiter, mantendo sempre o mesmo lado voltado para o planeta. Para Tebe, isso é evidência de rotação síncrona conforme a fonte. Não são fornecidos dados sobre libração, orientação do polo, estabilidade rotacional ou a história do travamento.
Forma, superfície e composição
A NASA descreve imagens da nave Galileo obtidas em janeiro de 2000 como as imagens de mais alta resolução já adquiridas das pequenas luas internas irregulares, incluindo Tebe. Uma descrição astronômica de imagem da NASA afirma que Tebe parece ser dominada por uma enorme cratera de impacto com 40 quilômetros de diâmetro. A expressão “parece” é importante: a evidência sustenta uma interpretação morfológica baseada em imagens, e não um mapeamento geológico completo ou uma medida acompanhada de incerteza declarada. A grande cratera é, assim, a única feição superficial explicitamente destacada. Estatísticas globais de crateras, estratigrafia, fraturas, movimentos de massa, depósitos e idades da superfície não podem ser estabelecidos com o material disponível.
A mesma descrição diz coletivamente que essas pequenas luas são compostas principalmente de gelo. Como se trata de uma afirmação sobre o grupo, e não de uma medição espectroscópica, mineralógica ou geoquímica específica de Tebe, ela deve ser interpretada com cautela. As evidências associam Tebe a um conjunto de luas internas descritas como predominantemente geladas, mas não estabelecem de modo independente a composição detalhada de Tebe. Não são fornecidas proporções de gelo, rocha, poeira ou voláteis, nem densidade, porosidade, resistência mecânica, temperatura ou estrutura interna. Também não há indicação direta de atmosfera, exosfera ou atividade geológica atual.
Relação com os anéis
A possível relação de Tebe com o sistema de anéis é o principal papel físico enfatizado pelas fontes. NASA e JPL afirmam que ela está no limite externo dos anéis tênues de Júpiter e que se acredita que participe da formação do anel difuso por meio da liberação de poeira. A ESA afirma de maneira semelhante que Métis, Adrasteia, Amalteia e Tebe são consideradas emissoras de poeira que reabastece os anéis de Júpiter. A ESA ressalta, porém, que os mecanismos por trás desse processo permanecem pouco claros. Por isso, o fornecimento de poeira deve ser descrito como uma interpretação científica apoiada pelas evidências, e não como um fluxo de material diretamente medido e quantificado para Tebe. Não são informados taxa de produção, distribuição de tamanhos dos grãos, mecanismo de ejeção, tempo de permanência das partículas ou separação observacional entre a contribuição de Tebe e a das demais luas internas.
Observação e exploração
O registro observacional citado inclui imagens da Galileo em janeiro de 2000 e uma imagem de Tebe obtida pela missão Juno. A NASA explica que a Unidade de Referência Estelar de Juno, ou SRU, foi projetada principalmente para registrar campos estelares para navegação. A grande sensibilidade em baixa luminosidade permite que ela também funcione como instrumento científico secundário para alvos fracos, como Tebe e o sistema de anéis. A fonte menciona usos anteriores da SRU para descobrir relâmpagos rasos na atmosfera de Júpiter e para obter imagens dos anéis. Contudo, não fornece resolução, data de aquisição, geometria de iluminação ou a fração da superfície de Tebe coberta pela imagem.
A ESA declara que JUICE explorará remotamente as luas internas menores e os anéis empoeirados, investigando a forma, a composição e as órbitas de Métis, Adrasteia, Amalteia e Tebe. Isto é uma declaração de objetivos científicos, não um relato de resultados já obtidos para Tebe. Observações futuras poderão testar ou restringir a contribuição de Tebe para o material dos anéis e melhorar o conhecimento de sua forma, composição e órbita. Até que tais resultados estejam incluídos nas evidências, eles não devem ser tratados como conclusões estabelecidas.
Questões abertas e limites das evidências
As informações disponíveis formam um quadro coerente, porém incompleto: Tebe é uma pequena lua interna irregular, com rotação síncrona segundo a NASA, próxima à borda externa dos anéis tênues, marcada por uma grande cratera aparente e potencialmente envolvida no abastecimento de poeira do anel difuso. Sua origem específica, evolução colisional, interior, composição da superfície e eficiência como fonte de poeira permanecem sem resposta nas evidências fornecidas. Faltam parâmetros físicos e orbitais numéricos, bem como evidência de satélites de Tebe ou de anéis próprios. As afirmações de que se acredita que Tebe libere poeira e de que o mecanismo permanece incerto não são contraditórias: juntas, definem o limite atual do conhecimento, no qual a associação com o reabastecimento dos anéis é reconhecida, mas o processo físico detalhado ainda precisa ser investigado.
Dados essenciais
- Dado essencial
- interactive_moon
- Dado essencial
- jupiter-thebe
- Dado essencial
- 521
Grandezas físicas
- Diâmetro
- 98.6
- Grandeza
- 0.9
- Grandeza
- 0.03015
Dados orbitais
Os valores indicam o período e a incerteza quando disponíveis. Esta vista não simula posições em tempo real.
- Semieixo maior
- 221900
- Parâmetro
- 0.676105
Datas e cronologia
- Ano histórico
- 1979
Fontes e referências
- Catálogo astronómico del visualizador Catálogo astronómico del visualizador
- COSMOS Targets - JUICE - Cosmos European Space Agency
- In Depth | Amalthea – NASA Solar System Exploration NASA
- Amalthea - NASA Science NASA
- Thebe - NASA Science NASA
- NASA’S Juno Misson Captures Jupiter Moon Thebe - NASA Science NASA
- APOD: 2000 May 8 - Jupiters Moons Thebe, Amalthea, and Metis - NASA Science NASA
- In Depth | Metis – NASA Solar System Exploration NASA
- APOD: 2000 May 8 - Jupiters Moons Thebe, Amalthea, and Metis NASA
- ESA - The moons of Jupiter: What will Juice discover? European Space Agency
- NASA’S Juno Misson Captures Jupiter Moon Thebe | NASA Jet Propulsion Laboratory (JPL) NASA