Lua

Adrastea

Adrastea é uma pequena lua interna de Júpiter, descoberta pela equipa científica da Voyager em julho de 1979, que orbita dentro da órbita de Io e está ligada ao ambiente dos anéis poeirentos jovianos.

Verificada 2026-10-02

Descrição

Identidade e classificação

Adrastea é uma lua de Júpiter. As evidências fornecidas situam-na entre quatro pequenas luas internas que orbitam dentro da órbita de Io: Metis, Adrastea, Amalthea e Thebe. Io é apresentada como a mais interna das quatro grandes luas galileanas; assim, Adrastea pertence à região interna dos satélites de Júpiter, e não ao grupo galileano. Documentação da ESA também coloca estes quatro pequenos satélites internos no plano equatorial de Júpiter e no interior da órbita de Io. As fontes não fornecem uma classificação geológica, composicional ou dinâmica mais específica para Adrastea.

Dimensões e propriedades físicas

O valor dimensional explícito vem da NASA: Adrastea tem um raio médio de cerca de 8,2 ± 2,0 km. A incerteza declarada é relevante e deve ser mantida na interpretação. Trata-se de uma estimativa de raio médio, e não de uma descrição suficientemente precisa da forma detalhada do corpo. A NASA também a descreve como a menor dentro do grupo referido. As evidências não dão massa, volume, densidade, gravidade à superfície, velocidade de escape, albedo, temperatura, propriedades magnéticas ou resistência mecânica. Também não indicam uma forma tridimensional. Portanto, o raio médio não permite concluir com segurança se Adrastea é esférica, alongada ou irregular.

Órbita, rotação e ambiente

A NASA informa que Adrastea orbita a 129.000 km de Júpiter e completa uma órbita em 0,298 dias terrestres. Estas são as únicas grandezas orbitais numéricas presentes nas evidências. A sua posição dentro da órbita de Io é coerente com a classificação como lua joviana interna. As fontes não esclarecem, contudo, qual convenção de distância orbital é usada, nem fornecem excentricidade, inclinação, orientação dos nós, direção do periastro ou evolução orbital de longo prazo. Também não é dado um período de rotação, nem é declarada rotação síncrona. Essa hipótese não pode ser apresentada como facto sem medição ou afirmação explícita no material fornecido.

O ambiente de Adrastea está associado ao sistema de anéis de Júpiter. A ESA descreve esse sistema como ténue e poeirento, composto por quatro partes: um anel principal, um halo e dois anéis gossamer. Diversas fontes da ESA afirmam que Metis, Adrastea, Amalthea e Thebe orbitam no interior dos anéis do gigante gasoso ou passam através deles. Isto define um contexto físico relevante: Adrastea move-se numa região onde coexistem pequenos satélites internos e poeira anelar. As evidências não dizem, porém, a qual dos quatro componentes nomeados do sistema de anéis Adrastea pertence.

Poeira, composição e superfície

A ESA afirma que se pensa que as pequenas luas internas emitem ou fornecem poeira que reabastece os anéis de Júpiter. A formulação é cautelosa: Amalthea, Thebe, Metis e Adrastea são apresentadas como possíveis fontes, enquanto os mecanismos responsáveis continuam pouco claros. É, portanto, sustentado pelas fontes descrever Adrastea como possível contribuinte para o orçamento de poeira dos anéis, mas não afirmar que a sua contribuição individual foi medida ou que exista um mecanismo de produção estabelecido. A missão JUICE irá investigar a forma, a composição e as órbitas destas luas para esclarecer o seu papel no sistema joviano.

Não há nas evidências qualquer medição da composição de Adrastea. Não são descritos mineralogia, gelos, materiais ricos em carbono, porosidade, crateras, fraturas, encostas, unidades geológicas ou estrutura interna. Da mesma forma, as fontes não relatam atmosfera, exosfera ou processo superficial ativo. Qualquer descrição desses aspetos além do pequeno tamanho e da possível ligação à poeira dos anéis seria especulativa. A ausência desses dados neste conjunto documental não demonstra que tais propriedades não existam; apenas define o limite do que esta ficha pode estabelecer com segurança.

Descoberta, observação e exploração

Adrastea foi descoberta em julho de 1979 pela equipa científica da Voyager. Esta informação estabelece a origem observacional citada da sua descoberta moderna, embora as evidências não especifiquem qual nave Voyager, instrumento, imagem ou método de deteção esteve envolvido. A NASA fornece os dados básicos de raio, distância e período orbital, enquanto a ESA insere a lua no contexto científico das observações do sistema de Júpiter.

A JUICE é apresentada como uma oportunidade planeada para o estudo remoto das luas internas menores e dos anéis ténues. A ESA não descreve Adrastea como alvo primário exclusivo; ela integra um grupo que será observado para caracterizar forma, composição e órbita. Assim, as fontes descrevem uma via para reduzir incertezas, e não resultados da JUICE já obtidos sobre Adrastea.

Relevância científica e questões em aberto

Nos limites das evidências, Adrastea é cientificamente relevante por ser uma lua interna extremamente pequena, percorrer rapidamente uma órbita próxima de Júpiter e possivelmente participar na reposição dos anéis poeirentos. Oferece um caso para investigar interações entre satélites pequenos e material anelar no complexo ambiente espacial joviano. Permanecem em aberto a forma e a composição de Adrastea, o processo exato de uma eventual libertação de poeira, a dimensão da sua contribuição relativamente às outras luas internas, as propriedades de rotação e a natureza da superfície e do interior. As fontes concordam quanto ao contexto geral, mas não fornecem dados suficientes para resolver essas questões.

Dados essenciais

Dado essencial
interactive_moon
Dado essencial
jupiter-adrastea
Dado essencial
522

Grandezas físicas

Diâmetro
16.4
Grandeza
0.9018
Grandeza
0.00014

Dados orbitais

Os valores indicam o período e a incerteza quando disponíveis. Esta vista não simula posições em tempo real.

Semieixo maior
129000
Parâmetro
0.29826

Datas e cronologia

Ano histórico
1979

Fontes e referências

  1. Catálogo astronómico del visualizador Catálogo astronómico del visualizador
  2. COSMOS Targets - JUICE - Cosmos European Space Agency
  3. In Depth | Amalthea – NASA Solar System Exploration NASA
  4. In Depth | Metis – NASA Solar System Exploration NASA
  5. ESA - The moons of Jupiter: What will Juice discover? European Space Agency
  6. In Depth | Adrastea – NASA Solar System Exploration NASA
  7. Adrastea - NASA Science NASA
  8. ESA - Facts about Jupiter European Space Agency
  9. ESA/SRE(2014)1 September 2014 JUICE JUpiter ICy moons Explorer European Space Agency
  10. ESA - Jupiter's secrets: Top five mysteries Juice will solve European Space Agency
  11. ESA - The science: Juice’s key objectives at Jupiter European Space Agency